Você pode dar nova vida às pradarias,
sonhar, despertar, ao longe a noite
devasta a cidade, o dia chega,
escute: ali mesmo há uma
canção, como
um farol.
Você pode dar nova vida às pradarias,
sonhar, despertar, ao longe a noite
devasta a cidade, o dia chega,
escute: ali mesmo há uma
canção, como
um farol.
Devemos sempre introduzir novas palavras em nossa língua
sem pensar,
mas com o uso de um pensamento poderoso e vigoroso, porque assim despertamos a língua para a vida, para um novo dia, com palavras novas e antigas, e assim expandimos o papel da nossa arte, da poesia com P maiúsculo, com novos signos.
as urnas das
rosas sombrias
o limiar dessa
póstuma
canção:
a memória
escreve o seu
sonho nas
areias.
Cinzento céu - atrás de você,
o oriente, a beleza e a
glória, ninguém testemunha
só nuvens
Outrora o pântano, o pé na lama
a chuva caindo, petrificado
a lágrima desce rugindo
para baixo o coração
lá atrás abandonado sem
nada nos bolsos só a dor
e as dores
a coroa do mar - que se
revela nesse seu íntimo,
a memória o preto os olhos
são a luz da sua cor coroada
1
- a galinha
asa posta
ao chão
do sorriso
mi
ragens.
2
ali
o cavalo
galopa e
entre folhas
camas
ramos.
Você já viu
em meio ao mar imensurável
estes dois olhos
azuis como azeviche
beija-me
uma última vez
com o fogo branco que você
engole docemente,
enquanto
o tempo segue esta chama
vamos murmurar algo
aprenderemos a amar
da terra nua
ao céu
ela se
confunde
com ele
olhos de
mar
marinho
corpo
as asas
vermelhas
de
estrelas
acima
abaixo
minha irma:
vida
visita-me.
Para recomeçar,
para que o homem possa
trabalhar e sofrer,
e assim
aprender a amar novamente.
Eu serei essa luz
Vamos quando
houver beijos e
flores
Vamos viver
a terra, nossa terra
minha folha
de poesia
pingando de mim
do coração
Olha, uma parede,
uma parede,
a lua, o sol, o mar
e a vida cruel.
Só silêncio.
Vamos cantar,
vamos suspirar,
só isso.
Acima
das janelas
do meu coração
eu vejo seu
corpo nu
e branco
e a paixão pulsante
sobre a doçura escorre o suco branco
do amor.
a figura.
O grito
diante dessa fartura
- tudo é nada.
perigoso do que seus
Ilhas antigasespelhos quebradossafovocê entenderiaeste amor pelapedra!
de pedra
poema só.
Homero
todas as palavras me faltam,
pareço um rio silêncioso,
esse homem negro,estremeço.
um fogo repentino,
estou pálido de dias.
Retrato
inquieto
anseio por
teus lábios
- peitos estreitos de manhã lírica.
a ninguém
pertence esse
jardim mórbido
e desolado
.................
essa criatura
sem nome
escuta o ar frio
que respiramos
[ respiramos a
morte
...
nesse jardim silêncioso
de
ossos.
....
Quando o porto desaparece, o sono também se vai...
O viajante do tempo
ouviu o eco da solidão.
O que era aquilo na janela?
O poema foi recitado e o sono se foi.
Então despertou como uma quimera.
Propôs enigmas. E se foi…
Quem não
me
quer
se suspiro
que não
me olha
se passo nu
quem não me beija
se amo a todos
e quem me fere
se em silêncio estou.
¡Quien no
me
quiere
si suspiro,
que no
me mire
si paso desnuda,
quien no me besa
si amo a todos,
y quien me hiere
si en silencio estoy!
os amores se
vão...
e o
mar...
até ali
nossas bocas...
e pra lá...
de tudo isso
o sol ruge
sua canção
de tigre
amarelo...
1
Meu poema contém
todos os poemas,
assim como todos
os mares estão contidos
no mar, adormecido
com vida.
2
glandê
como quem
escreve uma
rima
na lua o
luar
no solar o
sol
nu
vens.
3
Por todos os lados eu estava
afetado por mim mesmo
cercado por mim mesmo
cercado por estranhos
desconhecidos
por todos os lados.
só Deus basta...
popular medieval católico espanhol
as flechas
do amor
são o paraíso
do coração
as feridas: canções
os repentes: purgatórios.
A barba de Musa está curtida
pelas maças de suas espadas de leão torturadas.
Venham, tragam suas barbas,
para que a beleza de seus olhos
brilhe como pérolas em um colar.
E então contemplaremos
as estrelas em forma de escorpiões.
A noite suave do vento.
o
mar dança
o mar o mar
e dentro do mar
- fora eis a praia
muito mais
mar e
mar
a dançar
dançar.
Você disse adeus
em meio à espuma e às pedras,
a sombra
da sua boca azul-marinho,
seu traseiro vermelho, o traseiro dela,
apenas uma pulsação
de solidão.
Muralha intransponível
Sua voz atômica ressoa
na manhã
de Pan
uma despedida sincera
nas asas
da água
do sol
Escrever poemas
é o chão, as nuvens
lá fora o frio
dentro do
soneto, o sêmen na boca
o branco, o desejo, o sêmen
é a noite
é a voz escura
é escuro, sua pele, negra de sêmen.
Foi você
a sorte
do seu pequeno traseiro
o sol escuro
e a semente branca
na bacanal
da noite todas as noites
eles vão e dentro de si mesmos
eles estão dentro de si mesmos.
símbolo
Bela e virginal
Eu a atraí para a noite fria dos espelhos sagrados
e emergi
do espetáculo noturno
Adeus, sol
o prazer do sol noturno havia terminado.
Cada vez
puro
paraíso
Palavras congeladas dentro de nós
o diamante erótico
o vinho da vida.
duas luas
nuvens negras e brilhantes faíscas de fogo
uma cobra escura e negra
leite branco na boca da boca
olhos verdes
a parede
deliciosa
as nuvens
fantásticas
eis a poesia lírica
do pequeno buraco
da casa
rosa-escura
infinito
momentos.
A interação do espaço,
a matéria indomável
das artes visuais,
os museus fechados,
o erotismo presente em todos nós:
a política do espetáculo
humano.
À beira do silêncio,
da dúvida sobre a existência,
do desespero diante da linguagem,
é nosso dever:
abrir caminho diante
do iceberg gelado
do coração.
Você pode abrir aquela janela
branca para mim de novo?
Vamos, meu sorriso morto
é só um tango.
Minha alma
está fria.
Eu ficaria tão feliz se você me mostrasse
o pássaro tatuado
no seu peito.
A memória é um
cristal estilhaçado,
o esquecimento.
O mundo é
um abismo sem fio.
Os melros
pousam nas janelas.
Os banheiros são portas cristalinas,
labirintos místicos
do meu corpo.
Aquele sorriso,
aquela mão na minha cabeça.
A luxúria no chão,
a ejaculação,
o olhar que se desvanece.
A lua apareceu no céu,
este magnífico e inútil espetáculo.
Quem ainda vê este
círculo branco inútil,
iluminando a noite, e escreve
cartas de amor inúteis,
para você ou para mim, não importa.
Noites
em que silêncio
tecem a rosa
do profundo nada
quando ninguém nos vê?
O papel branco
sustenta a mesa!
O nada nutre
o coração.
Que frio é este
que penetra pela janela?
Não, não podem ser os mortos.
Não, não podem ser as estrelas.
Lá fora, a vida continua a se escrever
sem se importar com nada...
...Ainda é possível escrever poesia
depois de Auschwitz, sim!
Escreva,
mas comece agora.
Comece com o
dia que
aparece aos seus olhos.
Repila-o.
Respire o ar siberiano que vem
do coração.
Sofra, mas sofra em silêncio.
Pense em tudo,
e anote tudo.
Se perder os dedos,
aproveite a oportunidade para usar
os ouvidos.
Mas escreva, escreva de dia, escreva de noite.
Não pense na fama vã e passageira,
nem nos canalhas que rondam esses shoppings
como baratas.
Pense e escreva sua canção.
Anote tudo. E depois de escrever,
espere. A natureza responderá: com seu vazio.
O infinito
nesta moeda
é meramente um espelho,
perdido na
fria ausência da
percepção da existência.
O mar segue
seu ritmo
inconscientemente
sem transbordar
enquanto seus mortos gemem
e aguardam o
Juízo Final;
Em uma noite úmida de 1912, às margens do arroio Ibicuí, Joaquim da Silva estancou o sangue nas mãos. A faca de cabo de osso repousava no capim, pesada de um destino irrevogável. Um homem jazia mudo a seus pés, vítima de uma discussão estéril sobre rumos de cercas e soberba. Joaquim não sentiu remorso, apenas o terror frio da lei. Naquela mesma madrugada, cruzou a fronteira a cavalo, deixando para trás o pampa infinito, os redomões e o próprio nome.
Na Argentina, o gaúcho fugitivo morreu aos poucos. Nasceu em seu lugar um homem de óculos fundos e passos cautelosos que se perdeu nas ruas labirínticas de Buenos Aires. Habitando um cortiço sombrio na rua Florida, Joaquim — agora chamado de Efraín de los Santos — descobriu as livrarias de sebos e, nelas, a vertigem dos livros sagrados.
A princípio, aproximou-se da Cabala por desespero: buscava uma cifra para decifrar o perdão divino ou, ao menos, a geometria de sua culpa. Passava os dias lendo traduções latinas do Zohar, tomos poloneses e comentários obscuros sobre as Sephiroth. Com o tempo, o antigo peão de lida esqueceu o cheiro de graxa e cavalo; suas mãos, antes calejadas pelo laço, amaciaram-se manuseando páginas ancestrais. A tese que urdiu no silêncio de seu quarto era vertiginosa e herética: para ele, o universo não era obra de um Deus benevolente, mas sim o anagrama imperfeito de um crime cósmico. Cada letra hebraica era uma cicatriz; cada versículo da Torá, um disfarce para ocultar o sangue derramado no princípio dos tempos. Em 1934, publicou privadamente um único exemplar de sua obra máxima: A Geometria do Caim.
Efraín faleceu em 1948, cego e esquecido, numa penumbra que muito se assemelhava à eternidade que tanto estudara. O destino, contudo, é irônico e gosta de espelhos. Décadas mais tarde, um jovem crítico literário de Oxford, em visita a um sebo na calle Corrientes, tropeçou no volume de capa cinzenta de A Geometria do Caim. Fascinado pela prosa gélida e pela audácia metafísica do autor — que parecia antecipar Borges e Kafka com um sotaque rústico —, traduziu-o para o inglês sob o título The Caim Cipher. O livro explodiu no mundo saxão. Críticos em Nova York e Londres debateram a exaustão se Efraín de los Santos havia sido um rabino secreto, um místico louco ou um pseudônimo coletivo. Universidades criaram cátedras para estudar sua teologia invertida.
Ninguém jamais soube que aquele labirinto de conceitos abstratos, cifras cabalísticas e anjos de fogo não passava do eco desesperado de um gaúcho gaúcho fugindo da justiça dos homens, tentando transformar o sangue de um crime banal na tinta imortal de um segredo divino.
Toma de mim o verso
em português arcaico,
para que, como Sêneca, eu possa cantar
os dias que passam soberanamente.
Vê o vazio da vida,
esta estranha agitação... Não é o verme
um deus mundano e oco do mundo?
O melhor que se pode ser nesta estranha
coincidência é o esquecimento. Silêncio,
nele reside a vitória e as cinzas. Tudo
no universo passa. Se o universo quer
algo de nós, faz tudo para complicar
nossos passos. A eternidade dura um
único segundo. O barro do
corpo agradece e chora.
Em meus sentimentos,
em todos os sentimentos da vida: aqui estou eu,
o mesmo personagem de mim
mesmo nestes lados da existência.
Aqui jaz o jornal aberto, e no espelho meu rosto cansado examina as notícias de todo o Brasil: domingo chegou, sábado se foi. Amanhã, todos os dias, os dias se encontram. Tédio da existência, tédio de dormir e acordar, sonhar e beber… A manhã retorna involuntariamente e afoga tudo em meu peito. Agora, velho Walt Whitman barbudo, lembre-se de mim, longe do fim, proclama minha voz em sonhos e espelhos antigos, e tigres me perseguem ao lado de hipopótamos sonâmbulos. Em mim nascem todos os homens. Além disso, aqui está uma flor no seio de uma mulher, da qual me amamento extasiado até o fim.
Entre os anos e a passagem do tempo, a palavra que deveria dar vida a esta antiga lenda saxônica se desfaz em uma metáfora vazia. Quem chora? Quem chora? Abram os portões, é o saxão barbudo Beowulf, buscando a espada, o círculo do mundo em versos, contemplando o belo dragão com adagas femininas e sensuais. Mundo vasto de gritos, veja apenas a noite tardia de suspiros e uma faca no orgulho de todos os dilemas.
O rabino contempla com ternura o fervor dos dias: Para criar a eterna escrita do amor, veja Deus contemplando a si mesmo num espelho numa rua da antiga capital europeia. Das rochas orientais às ocidentais, um gato canta uma anedota judaica, e em meio ao futuro, a metáfora infinita da moeda.
O golem reconhece-se um dia na vaga sombra dos olhares do judaísmo ancestral.
Dos teus olhos, como o mar, vem a promessa:
da origem destes olhos,
todos os pescadores dos lagos do amor,
da origem, da origem viva da manhã,
do mar, dos teus olhos.
Natureza
alugada do Brasil
e as ilhas
do mar
do comércio
da inatividade
é entediante.
Não tenha medo
não,
são só ruídos,
acredite,
a casa é cheia de suspiros,
assombração.
para o bom Roald Dahl
Lá no alto da montanha,
Acontece uma façanha:
Não é vento, nem trovão,
É um barulho comilão!
Um barulho bem xarope,
Que não quer saber de xope,
Mas gritava no caminho:
— Quero queijo! Quero vinho!
— Um pedaço bem cheiroso,
Pra dar um eco gostoso!
Uma taça bem servida,
Pra alegrar a minha vida!
A montanha deu risada
Dessa ideia aloprada:
— Som não come e som não bebe,
Mas inventa cada uma que me mexe!
No canto do mato, viçosa e feliz,
Vivia a abóbora que o mundo quis!
Tão redonda e laranja, brilhando ao luar,
Queria um amigo com quem conversar.
Apareceu a raposa, de passo macio:
"Olá, pequena abóbora, que vento e que frio!
Quer ver uma lua de doce e algodão?"
— "Sim! Vamos juntas voar no fogão?!"
Pularam tão alto, num pulo certeiro,
Voando bem longe do velho canteiro!
Subiram o espaço, deixaram a terra,
Voando por nuvens, vales e serra.
Chegaram à Lua num raio de luz,
Seguindo o caminho que a brisa conduz.
Bateram à porta, num tom de canção:
"Oi, Seu Jorge! Onde está o seu dragão?"
O bondoso Seu Jorge abriu um sorriso,
Mostrando o seu lindo e estranho paraíso.
E o dragão mascava pipoca no chão,
Brincando de roda com a abóbora e o cão... ops, com a raposa, num belo salão!
Há no pensamento do erudito Nàgèqīpiàn derén, radicado nas
brumas de Hangzhou, essa ironia sutil e implacável que costuma desmoronar
séculos de certeza ocidental com a leveza de um sopro. Segundo sua tese —
vertiginosa e talvez apócrifa, o que para a literatura é a mais alta forma de
verdade —, o engenhoso fidalgo Dom Quixote de La Mancha nunca nasceu da pena de
Miguel de Cervantes em sua cárcere sevilhana.
Nas margens de um exemplar raríssimo com anotações em tinta
preta e vermelha, Nàgèqīpiàn derén sustenta que o vasto romance é, na verdade,
a obra póstuma de Xībānyá rén de fùqīn, um burocrata menor da Dinastia Ming que
fora exilado nas províncias do norte por confundir um memorial ao Imperador com
um tratado sobre a geometria dos moinhos de vento.
Afirma o sinólogo que o cavaleiro errante e seu escudeiro
pançudo não passam de transposições alegóricas do próprio mandarim e de seu
fiel cavalo baio, perdidos nas planícies áridas da Mongólia Interior, onde as
pedras pareciam exércitos e as estalagens, castelos encantados por eunucos
invejosos. Para Nàgèqīpiàn derén, a Espanha de Cervantes é apenas um espelho
curvo e distante da China imperial, e a loucura de Quixote, o destino
inevitável de todo homem que ousa ler os clássicos em um mundo que prefere
esquecê-los.
Diz-se que o manuscrito original,
composto em caracteres que imitavam a rigidez dos ideogramas mas ocultavam uma
gramática castelhana impossível, foi queimado por ordem de um mandarim que
temia o riso. Restou apenas a sombra que hoje chamamos de Cervantes, e o eco
distante de um nome que os bibliotecários de Pequim murmuram com um sorriso
melancólico.
No crepúsculo do século XV, quando as naus de Portugal rasgavam mares até então sem nome para abismar o mundo na descoberta do Brasil, expirou na fria e brumosa Jutlândia um homem cujo nome a poeira dos cartórios apagou: Ælfwine de Wessex.
Anos antes, impelido por uma errância que nem ele próprio decifrava, este monge exilado abandonara os claustros da Mércia para buscar refúgio na penúltima Espanha — a Andaluzia dos pátios de murta e da herança fragmentada. Ali, entre o rumor das fontes e a penumbra das bibliotecas onde os arabescos conversavam com o latim torto, Ælfwine dedicou os seus dias a uma obsessão solitária: transcrever em pergaminhos exíguos a arquitetura secreta dos labirintos.
Para ele, o labirinto não era um mero artifício de pedra para acoitar o Minotauro, mas a própria forma do pensamento e do pecado. Escrevia com uma tinta diluída em vinagre que as páginas, com o tempo, pareciam corroer por dentro, como se o texto quisesse devorar a si mesmo. Afirmava que os signos — as runas nórdicas que trazia na memória e os caracteres arábicos que aprendeu a temer e a amar — eram chaves para um cofre vazio.
Quando a notícia das terras do Sul, verdejantes e imensas, chegou aos portos ibéricos, Ælfwine já sentia o gelo do Norte a subir-lhe pelas mãos. Sendo ele próprio um labirinto cansado, empreendeu a última viagem para morrer na Dinamarca, terra de seus ancestrais que já não o reconheciam. Deixou apenas um opúsculo anônimo, copiado por mãos trêmulas, onde se lia a tese vertiginosa: Deus criou o universo para que coubesse num livro; o homem, para escapar da morte, perdeu-se nos labirintos que desenhou, sem saber que o centro de tudo é, irremediavelmente, o nada.
Beijos de mel,
sim,
e lá fora, na terra,
claro,
e a dor aqui,
sim,
e os cavalos
no pasto,
não poderia ser,
o sorriso da lua?
Finalmente, quem conhece o dom, nada visível, a morte
onde?
a lua repousa
naquele sonho
água e gelo
o fogo do sol
a estrela cai
o olhar são as cinzas da
terra
Era o fogo vivo
dos beijos,
que passaram
a chuva refrescou
nossos olhos
com o mel do seu
colírio
Você gostou? Em sonhos
e então passou,
ó rocha de óleo nua.
¡Círculos espirituales, observen!
El despertar místico de antiguas deidades paganas.
Contemplen la naturaleza amarga y fría,
que nos acecha y nos aplasta.