Daniel, negro e jovem, ergue o gesto,
o madeiro bruto, carne em ardor,
entre tijolos, pedra e suor:
"Bebe o sal do meu mar"—meu pretexto.
Líquido branco, espuma de desejo,
na boca, o gosto do oceano aberto,
e o corpo, vaga, entrega-se incerto—
no gozo, o canto, o abismo, o mesmo beijo.
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