No espelho do tempo vi duas chamas
— passado e presente —
ardendo na mesma lâmpada do peito.
O que foi não jaz na poeira:
caminha comigo,
respira no agora,
beija-me com a boca antiga do amor.
Cada lembrança é um anjo curvado,
cada instante, um demônio luminoso;
ambos cantam no mesmo coro
quando o coração se abre.
Pois o amor não conhece calendário:
ele é a raiz e o fruto,
o primeiro dia e o último sopro.
Quem reflete profundamente sobre o passado
descobre, assombrado,
que o presente é apenas
o seu nome renovado.
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