Ele reside em um pântano de "cristal líquido",
exibindo uma armadura de pixels que não protege a polpa interna, mas a projeta. Diferente do Crocodylus niloticus, este não espera na lama;
ele flutua em uma corrente de dados,
onde o amor é uma forma de taxonomia digital.
É preciso precisão ao observar esta "festa de isolamentos".
Onde o sonho se confunde com o brilho
da luz azul que nunca se apaga, encontramos a pornografia — não como ato, mas como uma "exibição geométrica de anatomias",
desprovida de mistério, como um gráfico de preços.
O afeto, nessas águas, torna-se um tipo de
curadoria; uma busca por "conexões sem fricção".
A internet, esse vasto "arquivo de ausências", oferece a carne em fatias espectrais, prometendo que a fome pode ser saciada por imagens.
Mas o crocodilo sabe (ou deveria saber)
que o apetite exige a resistência do outro.
A discrição é a virtude dos que possuem
uma vida interior que não pode ser "compartilhada".
O amor verdadeiro não é um espetáculo de mandíbulas abertas, mas um jardim fechado, um silêncio
que sobrevive à erosão da curiosidade pública!
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