Tú fazes versos
eu também os faço
veja: somos dois pescadores
de palavras
de gelo
de neve
de terra
a poesia pode ser
céu
pode ser raíz
pode ser tudo
pode ser nada
adiós, muchacha.
© Gabriel de Ataide Lima. Todos os direitos reservados.
Tú fazes versos
eu também os faço
veja: somos dois pescadores
de palavras
de gelo
de neve
de terra
a poesia pode ser
céu
pode ser raíz
pode ser tudo
pode ser nada
adiós, muchacha.
Sobre o vinho
dos corpos
dos nossos corpos
sobre os vinhos
os vinhos
de uva de frutas doces
nossos beijos
são açoites
sobre os vinhos
sobre o vinho do vinho
o amor o amor que
une nós dois.
Pode me trazer seu
sorriso caribenho
dentro dessa jaula
o banheiro
.............
finalmente o vento
do prazer chegou
e até seus olhos
vão
Azulado é o prédio em que subo, vermelho prateado é tua boca, tambores são teus glúteos, eu os toco e rufam e sua sombrancelha geme. O coração é um desenho mudo. Em cada porta há um sonho de prazer. E o poeta desce, desce, em cima da nuvem, nas janelas ocultas e na porta aberta, entre-aberta.
você veio com o vento
e se foi
a janela estava aberta
e então as nuvens
eram as jóias
os rinocerontes
as esferas
(chupação anal
Era virgem
era
era negra
era bela
e então
duas nádegas
duas montanhas
fontes do paraíso
fontes
fontes
fontes
ferrovias de trem imensas na minha boca.
veja só: são suas coxas, suas grandes coxas grossas, seus seios, seios de melancia, suas nádegas duras e empinadas, nádegas duras de leão, de leoa, de dragão, nádegas negras, brasileiras, nádegas puras, africanas, seus braços sobre os meus, sua boca sobre meu pau chupando o pirulito doce sem açúcar para provar o mel salgadinho do cabeção grosso e grande
suas lágrimas caem de prazer, seus cabeços são negros, medusa, cobras são o seu cu, anús aberto duro que enfio o dedo e mexo e você geme, e suas bochechas coram, seus cabeços treme ao vento, seu nariz soa, soa de prazer, sua garganta engole minhas bolas docilmente