O cafezal escuro observava
teu corpo com os meus olhos.
Ó, corpo negro, corpo macio.
E ali, com o brilho da tua caricia
tu mijavas teu banho de urina.
Como esquecer tua voz,
tua voz doce de negro africano:
"Olha aqui, tá duro" sim, duro estava
e aqui maravilhou meus olhos,
seduziu minha boca como um
inseto atraido pela luz.
E, batendo sem saber bater,
eu batia, e você pedia, "não,
senta aqui", mas eu não sentei
(arrependimento de querubim sereno).
E, mesmo sem sentar, o fluxo branco
saltou da glande sagrada do teu amor.
E alim sua voz secreta: não conta pra ninguém.
E até hoje para ninguém a não ser a você
eu contei!