Você pode dar nova vida às pradarias,
sonhar, despertar, ao longe a noite
devasta a cidade, o dia chega,
escute: ali mesmo há uma
canção, como
um farol.
© Gabriel de Ataide Lima. Todos os direitos reservados.
Você pode dar nova vida às pradarias,
sonhar, despertar, ao longe a noite
devasta a cidade, o dia chega,
escute: ali mesmo há uma
canção, como
um farol.
Devemos sempre introduzir novas palavras em nossa língua
sem pensar,
mas com o uso de um pensamento poderoso e vigoroso, porque assim despertamos a língua para a vida, para um novo dia, com palavras novas e antigas, e assim expandimos o papel da nossa arte, da poesia com P maiúsculo, com novos signos.
as urnas das
rosas sombrias
o limiar dessa
póstuma
canção:
a memória
escreve o seu
sonho nas
areias.
Cinzento céu - atrás de você,
o oriente, a beleza e a
glória, ninguém testemunha
só nuvens
Outrora o pântano, o pé na lama
a chuva caindo, petrificado
a lágrima desce rugindo
para baixo o coração
lá atrás abandonado sem
nada nos bolsos só a dor
e as dores
a coroa do mar - que se
revela nesse seu íntimo,
a memória o preto os olhos
são a luz da sua cor coroada