domingo, 11 de outubro de 2026

Sob o céu escuro

 Sob o céu escuro,

oramos belos salmos

ao Senhor Deus:

em Oração esperamos

Sua paz que é eterna.

Sob o céu escuro,

oramos salmos e preces

ao Deus eterno:

aguardando em silêncio

a Sua paz sem fim.

Escrevo no chão 2

 Escrevo no chão,

junto à mesa de madeira,

sábio japonês:

observo a harmonia

das estrelas lá no céu.

Perto da mesa,

me sento bem junto ao chão,

sábio japonês:

contemplo no céu sereno

a harmonia das estrelas.

atmosfera de tranquilidade e sabedoria

 Sento-me no chão,


ao lado de uma mesa tranquila,


como um sábio ancestral.


Contemplo o céu noturno,


e reflito sobre a harmonia das estrelas.

Escrevo no chão

 Escrevo no chão,

ao lado da mesa de madeira,

como que com absoluta certeza,

olhando atentamente para o céu estrelado,

e observando a harmonia dos céus.

Do Diário de Frei Tomás de Wessex

 Anno Domini 1387, no Mosteiro de São Petrus, em terras Brasileiras


"Na lua branca e crescente, entre a constelação do Dragão e a imagem do abençoado São Jorge, o Homem da Lua bebe o vinho, sorri e canta ao lado do ratinho espadachim."


Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

        Nesta vigília de profunda quietude, enquanto os irmãos repousam nos dormitórios e o vento do mar uiva contra os vitrais de nossa abadia, voltei os olhos para o firmamento de Deus.

    Lá no alto, na lua branca e crescente, onde o olhar do Todo-Poderoso traça os contornos das estrelas entre a constelação do nefasto Dragão e o resplendor de São Jorge, nosso protetor, presenciei uma visão extraordinária — que a princípio julguei ser tentação ou fantasia do cansaço.

        Pelas frestas do telescópio que nos veio do Oriente, vi que o célebre Homem da Lua bebe o vinho de uma taça reluzente, sorri com benevolência sobre o mundo dos homens e canta cânticos antigos ao lado de um pequenino ratinho espadachim, uma diminuta e destemida criatura de Deus armada com uma agulha de prata como espada.

    Que o Senhor guarde esta humilde crônica, pois nem mesmo os mistérios mais singulares do céu deixam de proclamar a alegria da Criação Divina.


O Canto do Homem da Lua - poema

 Nas alturas da noite, onde as estrelas vão fiar,

Entre as escamas do Dragão e o Cavaleiro a brilhar,

Uma lua em gomo branco no firmamento sorri,

Revelando um segredo que poucos viram por ali.

Lá em cima, num recanto de pura magia e clarão,

O Homem da Lua ergue a taça em celebração!

Enche o copo de vinho de poeira estelar,

E entoa uma canção antiga para a noite embalar.

Ao seu lado, em postura elegante e destemida,

Um ratinho espadachim saúda a boa vida.

De lâmina em punho e bigodes ao vento em festa,

Ele canta no ritmo do brinde que a noite empresta.

Enquanto o mundo dos homens dorme sem perceber,

Eis o banquete místico que o céu vem tecer:

Um brinde de estrelas, mistério e magia sem fim,

Do velho guardião e seu pequeno espadachim!

m brinde estrelado e lendário

 Nesta noite clara e fria,

Bebe vinho e canta


Com o ratinho valente,

O homem no alto risonho.