a vida,
como uma surpresa
como uma surpresa
como uma surpresa
como uma surpresa
- você nunca sabe
você nunca sabe
você nunca sabe
você nunca sabe você nunca sabe como termina,
é uma aventura que você cria
você cria você cria você cria você cria
© Gabriel de Ataide Lima. Todos os direitos reservados.
a vida,
como uma surpresa
como uma surpresa
como uma surpresa
como uma surpresa
- você nunca sabe
você nunca sabe
você nunca sabe
você nunca sabe você nunca sabe como termina,
é uma aventura que você cria
você cria você cria você cria você cria
Noite, fria entre
os corações.
Com o que você sonha?
Lá fora, o dia brilha
intensamente.
Nas profundezas escuras
do seu corpo, não,
não era noite,
busquei refúgio na sua beleza,
soluços,
café branco com
leite escuro.
1.
O homem judeu.
Judeu homem, dança.
A música.
O homem dança judeu.
Judeu homem, a música.
Dança o homem.
A música judeu.
Homem dança, o judeu.
Judeu homem a música.
Dança o judeu.
Homem, a música.
O homem judeu.
Dança, dança.
Judeu.
Homem.
A.
2.
O homem.
O judeu.
O judeu-homem.
Calcula o passo, divide o trauma, repete a herança.
Dança?
Não. Analisa a música.
Até que o som falhe,
e sobre apenas
o silêncio da letra.
Cidade sem brasão.
Povoada pelos ausentes.
O fôlego
pesa na balança do nada,
onde a cinza do nome
toca o fundo do poço.
Nenhum eco.
Apenas a mão que se estende
na ausência de ti.
Cinza de um nome que a boca não ousa.
Aqui, onde o hálito tocou a fenda,
o conceito de glória
pesa como uma âncora de sal:
a liberdade
de amar
sem limites.
Nenhuma cerca de fumaça,
nenhum muro onde a sombra se esgote.
Apenas a carne aberta ao vento,
o lume aceso na ausência de Deus,
e o pulso que ainda bate
sem remissão,
sem porto.