Sob o céu escuro,
oramos belos salmos
ao Senhor Deus:
em Oração esperamos
Sua paz que é eterna.
Sob o céu escuro,
oramos salmos e preces
ao Deus eterno:
aguardando em silêncio
a Sua paz sem fim.
© Gabriel de Ataide Lima. Todos os direitos reservados.
Sob o céu escuro,
oramos belos salmos
ao Senhor Deus:
em Oração esperamos
Sua paz que é eterna.
Sob o céu escuro,
oramos salmos e preces
ao Deus eterno:
aguardando em silêncio
a Sua paz sem fim.
Escrevo no chão,
junto à mesa de madeira,
sábio japonês:
observo a harmonia
das estrelas lá no céu.
Perto da mesa,
me sento bem junto ao chão,
sábio japonês:
contemplo no céu sereno
a harmonia das estrelas.
Sento-me no chão,
ao lado de uma mesa tranquila,
como um sábio ancestral.
Contemplo o céu noturno,
e reflito sobre a harmonia das estrelas.
Escrevo no chão,
ao lado da mesa de madeira,
como que com absoluta certeza,
olhando atentamente para o céu estrelado,
e observando a harmonia dos céus.
Anno Domini 1387, no Mosteiro de São Petrus, em terras Brasileiras
"Na lua branca e crescente, entre a constelação do Dragão e a imagem do abençoado São Jorge, o Homem da Lua bebe o vinho, sorri e canta ao lado do ratinho espadachim."
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Nesta vigília de profunda quietude, enquanto os irmãos repousam nos dormitórios e o vento do mar uiva contra os vitrais de nossa abadia, voltei os olhos para o firmamento de Deus.
Lá no alto, na lua branca e crescente, onde o olhar do Todo-Poderoso traça os contornos das estrelas entre a constelação do nefasto Dragão e o resplendor de São Jorge, nosso protetor, presenciei uma visão extraordinária — que a princípio julguei ser tentação ou fantasia do cansaço.
Pelas frestas do telescópio que nos veio do Oriente, vi que o célebre Homem da Lua bebe o vinho de uma taça reluzente, sorri com benevolência sobre o mundo dos homens e canta cânticos antigos ao lado de um pequenino ratinho espadachim, uma diminuta e destemida criatura de Deus armada com uma agulha de prata como espada.
Que o Senhor guarde esta humilde crônica, pois nem mesmo os mistérios mais singulares do céu deixam de proclamar a alegria da Criação Divina.
Nas alturas da noite, onde as estrelas vão fiar,
Entre as escamas do Dragão e o Cavaleiro a brilhar,
Uma lua em gomo branco no firmamento sorri,
Revelando um segredo que poucos viram por ali.
Lá em cima, num recanto de pura magia e clarão,
O Homem da Lua ergue a taça em celebração!
Enche o copo de vinho de poeira estelar,
E entoa uma canção antiga para a noite embalar.
Ao seu lado, em postura elegante e destemida,
Um ratinho espadachim saúda a boa vida.
De lâmina em punho e bigodes ao vento em festa,
Ele canta no ritmo do brinde que a noite empresta.
Enquanto o mundo dos homens dorme sem perceber,
Eis o banquete místico que o céu vem tecer:
Um brinde de estrelas, mistério e magia sem fim,
Do velho guardião e seu pequeno espadachim!
Nesta noite clara e fria,
Bebe vinho e canta
Com o ratinho valente,
O homem no alto risonho.