Música e cor
dos olhos seus.
Amor meu...
dorme que o frio
está nas cobertas do ar.
Música e cor
dos olhos seus.
Silêncio...
silêncio...
silêncio...
que quero cantar!
© Gabriel de Ataide Lima. Todos os direitos reservados.
Música e cor
dos olhos seus.
Amor meu...
dorme que o frio
está nas cobertas do ar.
Música e cor
dos olhos seus.
Silêncio...
silêncio...
silêncio...
que quero cantar!
Os jardins brancos do
dia
erguem espadas
longas.
Mas, ao ver
as flores sem nomes
as estrelas também
choram tombando
seus corpos ágeis
de luizinhas estreladas.
Manhã, manhã
farta de horas.
Horas
que passam de uma vez só.
Alguém viu meu coração
amarelo pela
estrada sem vida?
Está frio como
sempre
e o ar frio das janelas
com rostos doentes
exalam os cheiros
matinais das
margaridas
de minha avó
pelo quarto aberto.
Pelo quarto aberto
vejo a dança dos duendes
e as pequenas sementes.
O nome exato das coisas,
quero sugerir enquanto
as sujeiras do dia descem
sobre a minha boca.
Ó luz etéra, essas estrelas
de membros decepados,
essa sensualidade fatal
de leão e de cabra.
Os braços do polvo
me levam sem me
acariciar o rosto
de morte.
El nombre exacto de las cosas,
quiero sugerir mientras
la inmundicia del día desciende
sobre mi boca.
Oh luz etérea, esas estrellas
con miembros cercenados,
esa sensualidad fatal
de león y cabra.
Los brazos del pulpo
me llevan sin acariciar mi rostro
de muerte.
Vem o vento
como um menino
bailando sobre
o meu corpo,
e ao redor das
cinturas de peixinhos
deixou um sorriso
sem cor.
Ouro, ouro,
ouro das montanhas.
O vento é um menino
que valsa, canta e dança.
Ó, ventania,
que amo tanto,
mesmo sem coração,
mesmo sem perna alguma,
esse ar que me
esfola o peito
é o seu amor de
coruja.
A lua sobe pelas portas do jardim...
A água da fonte... cheia de estrelas,
sorri um vento terno...
A lua chora suas lágrimas de outrora...
Passos, mãos, seios serenos...
A brancura do gesso é essa sua cor,
e o mármore do teu corpo é a lua
sem estrelas dos aromas dos jasmins
que descem pelo sol ardente.
O mar dos teus seios
( símbolos recorrentes)
buscam as ondas desse
toque para irradiar o dia.
La blancura del yeso es su color,
y el mármol de tu cuerpo es la luna
sin estrellas de los aromas a jazmín
que descienden por el sol abrasador.
El mar de tus pechos
(símbolos recurrentes)
busca las olas de ese
toque para irradiar el día.