quinta-feira, 21 de maio de 2026

O Esplendor do Mosaico


Por trás do mundo sutil que o olho traça,

Há um louvor nas coisas desiguais:

No céu que veste a cor que o vento passa,

E no padrão das trutas fluviais.


O chão outonal que a castanha abrasa,

O campo em colcha, o gado em seu matiz,

O voo incerto que equilibra a asa,

E o velho ofício que o comércio diz.


Se o mundo muda em sua forma estranha,

Se o doce e o azedo tecem o viver,

E a sombra corre onde a luz ganha,


Há uma Mão que tudo faz erguer.

No mutável cosmos que Sua voz conduz,

Louvado seja o Autor da eterna Luz.