segunda-feira, 13 de julho de 2026

Mellah

 A sombra da sua 

voz,

acompanha o

dia.

Ko Umar

 Leite negro

Bebendo da terra de uma sepultura

Embora o texto não deixe claro

Vamos fazer música e dançar

Seus cabelos escuros

Sua pele africana

nos lembram dos judeus no exílio babilônico,

que eram incentivados a cantar por seus guardas

Vamos cantar, vamos celebrar o dia

Por trás de todas as palavras

 Amor pela neve na lareira,

o envelhecimento do cobre branco,

e a morte fugindo pelas ruas.

Tarde da noite, quem seríamos nós se eu não

escrevesse para você

ao entardecer, ao meio-dia,

ao amanhecer e à noite,

silêncio em seus lábios

Tempo de Cinzas

 Montanhas negras

outrora brancas

as estrelas

as tochas

fumaça negra

o leite branco

bebido.


A rocha.

O passado ferido

 Diademas

ressonantes da alma

relinchando

cavalos relinchando de alegria: lá fora

o murmúrio e a brisa

das ondas

Pedras brancas colinas

 O pequeno rio branco              pulsa nas nuvens.


Um olhar imóvel                 e silencioso.

Habitante das nuvens

 O que se desdobra diante dos meus olhos,

e me enche de temor,

estas montanhas negras, estes arbustos

de nádegas, que inundo com o mar do


coração, que ruge, ruge,

desta tocha de fogo, tocha negra,

e, pulsando como a fonte, o mar derrama

sua espuma na boca do poeta


e entre seis homens e pequenas ilhas,

os homens nus dos sonhos saltam

como elfos vendendo ouro

aos cambistas, e eu contemplo a vida


e questiono o silêncio!