Por trás do mundo sutil que o olho traça,
Há um louvor nas coisas desiguais:
No céu que veste a cor que o vento passa,
E no padrão das trutas fluviais.
O chão outonal que a castanha abrasa,
O campo em colcha, o gado em seu matiz,
O voo incerto que equilibra a asa,
E o velho ofício que o comércio diz.
Se o mundo muda em sua forma estranha,
Se o doce e o azedo tecem o viver,
E a sombra corre onde a luz ganha,
Há uma Mão que tudo faz erguer.
No mutável cosmos que Sua voz conduz,
Louvado seja o Autor da eterna Luz.