Ferro e argila,
o escultor esculpiu
a paz do seu sorriso
entre o por-do-sol
e o próprio rio.
O mel do amor.
Ferro e argila.
Os sonhos realiza.
E o escultor dorme feliz.
© Gabriel de Ataide Lima. Todos os direitos reservados.
Ferro e argila,
o escultor esculpiu
a paz do seu sorriso
entre o por-do-sol
e o próprio rio.
O mel do amor.
Ferro e argila.
Os sonhos realiza.
E o escultor dorme feliz.
O que meus olhos viram,
disse Davi contemplando
a beleza nua de Betisebah.
E ali, naquela pequena lagoa
se banhava seios e nádegas plenas.
O ruivo rei de Israel
ouvia a esposa irada: dê-me filhos,
dê-me filhos.
Mas Davi olhava Betisebah
por cima das cercas cheias
de mel e farinha.
Olhos de ambar ela
carrega na noite fria.
Os ciganos passam,
passam com a brisa.
Olhos de ambar
que brilham intensos.
Ela toma chá
e conta uma história antiga.
Os ciganos passam
com seus mantos antigos.
A novidade dos seus olhos
deixam os ciganos cheios
de segredos e magia.
Fui flechado, fui flechado
pelas flechas dos amores.
Fui flechado, fui flechado,
e eu tinha mil dores no coração.
Ali na árvore púde ver a perfeição
do Eterno brilhando nas folhas.
Cada galho era uma flecha
presa ao meu coração angelical.
Os anjos choravam em mim
suas lágriminhas de raízes celestiais.
Fui flechado, fui flechado,
pelas flechas dos amores.