Poemas Marginais
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segunda-feira, 8 de junho de 2026
domingo, 7 de junho de 2026
sexta-feira, 5 de junho de 2026
quinta-feira, 4 de junho de 2026
Violões
As ruas negras de sombras exalam cheiros
que envolvem a claridade dos sonhos
em ritmos de passos ocidentais
perto do corpo dourado e oriental.
Monumental beleza salta
da estranheza desse corpo gentil,
e em botões de rosas febris
uma jóia de beijo garante água.
Julga a boca a ganacia tal
do esquecimento em túmulos cerimoniais.
Brancas coberturas do som que
saiu pelas elevadas alturas do ar,
rangendo a beleza sepulcral da memória
que embora fixa em nós, esboroa toda hora.
O Vaso de Porcelana
No azulejo frio, o vulto se insinua,
Cabelos lisos, seda em movimento;
O femboy brilha, em casto desabrimento,
Na luz do banheiro, a carne se desnuda.
O corpo jovem, que a volúpia apura,
Recebe o pulso, o ímpeto, o tormento;
E o leite branco, em farto derramamento,
Pousa no peito, em cena alva e pura.
Escorre o rio, o néctar que me inunda,
Manchando o torso, a pele delicada,
Nesta oficina de luxúria profunda.
Fica a marca, na curva desenhada,
Enquanto a paz, na fresta que retunda,
Celebra o gozo, em sombra perfumada.

