para o bom Roald Dahl
Lá no alto da montanha,
Acontece uma façanha:
Não é vento, nem trovão,
É um barulho comilão!
Um barulho bem xarope,
Que não quer saber de xope,
Mas gritava no caminho:
— Quero queijo! Quero vinho!
— Um pedaço bem cheiroso,
Pra dar um eco gostoso!
Uma taça bem servida,
Pra alegrar a minha vida!
A montanha deu risada
Dessa ideia aloprada:
— Som não come e som não bebe,
Mas inventa cada uma que me mexe!