Quarteto I A cobra se acende, um raio renascido,
No chão de luz do sol, verde e amarelo forte.
O tempo-espaço-cálice é o destino querido,
Onde o afeto nasce e a saudade não tem porte.
Quarteto II A mulher é a força, o cosmos em canção,
Seu ventre, a raiz da terra, o fruto que se expande.
No ritmo que pulsa, no meu peito-coração,
Desfaz a geometria que o pensar me comanda.
Terceto I O amor é a teia que me prende e me liberta,
É a fruta madura, a dança feita do ar.
Terceto II E o sol é o axé que toda a vida desperta,
De onde o meu ser de cobra pode enfim bailar.
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