Quarteto I
Adamantina, tua brisa é mansa, sem pressa,
Um violão de Jobim tocando à beira-sol.
O céu do Oeste Paulista tem a promessa
De um fim de tarde em tom de azul e de arrebol.
Quarteto II
A jóia incrustada no sertão que floresce,
Com o cheiro do café e a calma da fazenda.
Teu nome é a pedra rara que a memória tece,
Uma melodia simples que a alma compreenda.
Terceto I
Aqui, o asfalto encontra o verde, suavemente,
E a vida é uma varanda, um banco sob a mangueira.
O tempo corre lento, quase transparente.
Terceto II
Tu és a Bossa Nova, a pausa verdadeira,
No mapa agitado, és a nota que se aguenta,
Adamantina, doce e sincera,
a vida inteira.
Nenhum comentário:
Postar um comentário