Campinas era como ela.
Morena.
Quente mesmo quando o dia acabava.
As ruas tinham o mesmo cansaço
dos olhos que já viram demais
e ainda assim não desviam.
Havia beleza ali,
não a beleza que pede aplauso,
mas a que permanece sentada
quando o bar fecha.
Os prédios baixos,
as árvores antigas,
o trem distante —
tudo nela era corpo que resiste.
Como a mulher de Havana,
Campinas não prometia salvação.
Oferecia presença.
E isso bastava.
Nenhum comentário:
Postar um comentário