Ele usava o pouco que havia.
Um número antigo.
Um telefone que não toca mais.
Uma rua curta, com nome gasto.
O Brasil surgia daí.
Não das cúpulas,
mas das portas fechadas
e dos cafés vazios ao amanhecer.
O passado respirava baixo.
Não pedia explicação.
Estava vivo porque era exato.
Assim a cidade falava.
Sem adorno.
E era nisso que estava a grandeza.
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