...um poema para quem já andou longe demais...
Você cruzou pontes onde o medo mora,
e enfrentou sombras sem nome ou rosto.
Carregou sozinho um peso que não pede
glória, apenas silêncio.
Descanse aqui, viajante.
A fogueira ainda lembra
o que é calor
quando o mundo esfria.
Sente-se um pouco.
Mesmo o caminho mais longo
aceita uma pausa,
e toda noite guarda
um amanhecer discreto.
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