sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

À Beira da Fogueira



...um poema para quem já andou longe demais...


Você cruzou pontes onde o medo mora,

e enfrentou sombras sem nome ou rosto.

Carregou sozinho um peso que não pede

glória, apenas silêncio.


Descanse aqui, viajante.

A fogueira ainda lembra

o que é calor

quando o mundo esfria.


Sente-se um pouco.

Mesmo o caminho mais longo

aceita uma pausa,

e toda noite guarda

um amanhecer discreto.





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