quarta-feira, 25 de março de 2026

Reescrita para Olavo de Bilac em celebração ao Idioma nativo do Brasil

Primeira flor do Lácio, culta e bela,

És, a um tempo, esplendor e nascimento:

Ouro nativo, que na luz tão pura

A bruta mina entre os mineiras vela...


Amo-te assim, conhecida e sutra,

Tuba de alto clangor, lira singela,

Que tens o  som e o silvo da cautela

E o vigor da saudade e da ternura!


Amo o teu viço vivo e o teu aroma

De virgens selvas e de oceano largo!

Amo-te, ó vivo e  amável idioma,


Em que dá a voz materna, escuto: "meu filho!"

E em que Camões chorou, no exílio amargo,

O gênio sem ventura e o amor sem brilho!

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