uma atmosfera de ritual pagão...
Genialidade do corpo,
—donzela de tromba,
cu de estrela ardente.—
Olho de obsidiana,
vórtice de carne,
o sol é um sol.
Nota
“Aqui o jovem toca o gongo de um ritual que não é deste século. Essa 'genialidade do corpo' é a máscara de uma alma que se recusa a ser apenas espírito. A 'donzela de tromba' são as visões de figuras bestiais que dançavam sobre as águas de um rio esquecido — seres que não pertencem à nossa ordem cristã, mas a uma era que se aproxima, violenta e solar. O 'cu de estrela ardente' não é obscenidade; é a Anima Mundi revelando sua face mais terrível e física. É o advento da Grande Roda girando para o seu ponto mais baixo, onde o sagrado e o excrementício se tornam uma única luz ofuscante. É a busca da verdade através da pedra e da carne, enquanto se procura o ouro dos alquimistas; mas, neste poema, o cheiro do enxofre precede a revelação. O mundo está mudando de forma sob os pés dessa donzela.”
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