I
Nos pátios onde o silêncio é pedra,
o tempo fisga a viva memória.
A sombra do guerreiro cede,
e a manhã acorda, lasciva.
II
Vibra a lâmina que o desejo forja,
essa espada rosa grande e dura,
cortando o ar que a promessa engole,
na noite, a escrita de uma dor pura.
III
Pela raiz do vento descansa,
da linhagem antiga que persiste.
O metal que canta é o corpo que dança,
o mistério que em nós subsiste.
IV
Um corte seco na noite que termina,
eu até diria de Musashi,
quando a alma curva a espinha,
e o instante, eterno, se abre em chamas.
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