segunda-feira, 23 de março de 2026

O Poema de Gesso

 O Poema de Gesso

Vou escrever versos banais

e jogá-los fora

em teus olhos brancos.


Cavalos de vento

bebem a sombra

de uma lua estéril.


O papel queima

no gume frio

de um punhal de vidro.


Ninguém me escuta

nas esquinas mortas

da tua indiferença.

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