O Monarca do Éter
Vê como corta o azul, em voo largo,
A ave negra de lúgubres contornos!
Não busca o mel do vegetal amargo,
Nem dos jardins os pálidos adornos.
Em seu manto de ônix, firme e parco,
Há uma nobreza que o destino traça;
Descreve no infinito um grande arco,
Com a austera elegância da sua raça.
Não o desprezes pela estranha lida:
Ele é o místico guarda do elemento,
Que limpa o mundo e glorifica a vida.
Pois, sob o sol, em esplendor profundo,
É a sentinela negra que, no vento,
Vela o repouso do silêncio do mundo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário