quarta-feira, 25 de março de 2026

O Monarca do Éter

 O Monarca do Éter

Vê como corta o azul, em voo largo,

A ave negra de lúgubres contornos!

Não busca o mel do vegetal amargo,

Nem dos jardins os pálidos adornos.


Em seu manto de ônix, firme e parco,

Há uma nobreza que o destino traça;

Descreve no infinito um grande arco,

Com a austera elegância da sua raça.


Não o desprezes pela estranha lida:

Ele é o místico guarda do elemento,

Que limpa o mundo e glorifica a vida.


Pois, sob o sol, em esplendor profundo,

É a sentinela negra que, no vento,

Vela o repouso do silêncio do mundo.

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