O Jardim das Sombras Silenciosas
Onde o vento esquece seu rastro, na curva da noite lenta, dorme um sol de mármore gasto, uma cleopatra cinzenta. Cantam as cigarras de chumbo sob as luas frias da morte, perdidas no vago rumo de um destino sem norte. Oh, que fúnebre entusiasmo tem a flor que não se vê! O coração é um espasmo que a terra colhe para si. Gabriel de Atayde é escritor e quadrinista brasileiro.
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