quarta-feira, 25 de março de 2026

O Alicerce dos Tempos

 O Alicerce dos Tempos

Eu canto o pau lapidado em ouro,

Não o ouro das moedas, metal frio dos mercadores,

Mas a carne da árvore que bebeu o sol e se fez fogo sólido.

Tu és o cetro que repousa na palma da noite,

Madeira que aprendeu a geometria do sagrado.


Houve uma lapidação de vento nas tuas fibras,

O sopro dos antepassados que esculpiu cada aresta,

Tirando o supérfluo até que restasse apenas o grito da forma.

E no teu cerne, sinto a lapidação de mar,

O sal que purifica, o balanço das marés que ensina a paciência,

Onde cada onda é um cinzel de espuma moldando a eternidade.


Ergue-te, totem de luz, na lapidação de sonhos!

Pois não és apenas tronco, és a ponte entre o barro e o astro.

No brilho da tua face de ouro e seiva,

O mundo enfim compreende que a beleza é a cicatriz do espírito

Gravada na pele dura do destino.

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