Liturgia do Ébano
Nádega de elevada negritude,
Astros de veludo, forma plena,
Na muda e noturna solitude,
Onde a carne sagrada se condena
A uma estátua de eterna juventude.
Vibram espasmos de sombra e lodo,
Nessa treva de bronze e de desejo,
Onde o mistério se entrega todo,
No vácuo lívido de um longo beijo,
Ao negrume de um rito de degredo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário