estou cansado de gente, de pessoas,
e de mim, que em gente me disperso,
como um pensamento que não repousa
de deuses, tenho tédio infinito,
pois até o céu me parece um erro,
um excesso de sentido no que é aflito
da humanidade — esse hábito de existir —
fujo sem sair de onde estou,
como quem vive só para se fingir
e até o sol me irrita hoje em dia,
tão certo, tão igual, tão inevitável,
como a verdade inútil de cada dia
Nenhum comentário:
Postar um comentário