A neve não pergunta o nome do tirano,
ela apenas cai, indiferente e branca, sobre o altar.
Erguem-se estátuas de um orgulho insano,
enquanto o povo esquece o simples ato de rezar.
A adoração do homem pelo homem
só pode levar à destruição da própria pátria.
Onde havia o trigo, agora o gelo consome,
e a voz do profeta é uma rima solitária e áspera.
O vento da estepe não aceita novos donos,
ele sopra as cinzas dos impérios que se creem eternos.
No pátio vazio, despertos de longos sonos,
vemos que os deuses de barro nos deixaram invernos.
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