O Necrotério do Planalto
Engole o Planalto a carne das mulheres,
Num espasmo de sêmen e de lama,
Enquanto o verme da ambição proclama
O império torpe de funestos seres.
Vê-se a canalha em lautos banquetes,
Deglutindo o Erário, a honra e a grama,
Sob o efeito da droga que inflama
O vício oculto em vis gabinetes.
A elite, em sua gângrenada glória,
Escreve com sangue a podre memória
De um povo que apodrece na calçada...
Óh Brasília! Ventre de corrupção,
Onde a ética é só decomposição
E a vida vale o preço do nada!
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