quarta-feira, 25 de março de 2026

O Necrotério do Planalto

 O Necrotério do Planalto

Engole o Planalto a carne das mulheres,

Num espasmo de sêmen e de lama,

Enquanto o verme da ambição proclama

O império torpe de funestos seres.


Vê-se a canalha em lautos banquetes,

Deglutindo o Erário, a honra e a grama,

Sob o efeito da droga que inflama

O vício oculto em vis gabinetes.


A elite, em sua gângrenada glória,

Escreve com sangue a podre memória

De um povo que apodrece na calçada...


Óh Brasília! Ventre de corrupção,

Onde a ética é só decomposição

E a vida vale o preço do nada!

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