Liturgia
Senta-te, poeta, no meio do escuro do teu corpo nu,
ali onde a noite não é ausência, mas carapaça de ébano.
Afunda os dedos no lodo estelar das tuas vísceras
e tece tua razão de orgasmos puros!
Que cada espasmo seja um raio de fome contra o gesso do mundo,
uma arquitetura de gritos que nenhum chicote silencia.
Teu gozo é a única lei que as correntes não decifram.
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