segunda-feira, 23 de março de 2026

o altar dos sentidos

De azul, ela inaugura o altar dos sentidos,

exibindo os belos seios de maracujá, ácidos e plenos.

O sumo da vida escorre pela história da linhagem,

onde o desejo não é pressa, mas uma lenta herança.


Ela e ele, dois pardais belos na clausura do quarto,

debatem-se contra as grades de uma paixão ancestral.

No banquete do corpo, o sagrado e o profano se fundem,

até que o grito da carne se torne o único testamento.



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