Gazela de Âmbar
...ao ritmo dos anigos poetas árabicos...
Teu rosto é um jardim onde a noite descansa,
com a brancura da lua e o silêncio do Nilo.
Tens a cintura de junco que o vento balança,
e um caminhar de seda, suave e tranquilo.
Teus olhos são tâmaras negras sob o sol,
escondendo mistérios que só o amor desvenda.
És o efebo de luz, o meu próprio arrebol,
uma joia de vidro em uma antiga tenda.
Louvo a curva do teu ombro, fina como o cristal,
e a doçura da tua voz, que é mel e é orvalho.
Em teu corpo de pétala, encontro meu portal,
longe do mundo brusco e de todo o baralho.
És homem e és flor, harmonia sagrada,
um verso de haxixe que me faz delirar.
A minha alma, por ti, vive embriagada,
no templo do teu peito, meu único lugar.
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