quarta-feira, 25 de março de 2026

Gazela de Âmbar

 Gazela de Âmbar


...ao ritmo dos anigos poetas árabicos...


Teu rosto é um jardim onde a noite descansa,

com a brancura da lua e o silêncio do Nilo.

Tens a cintura de junco que o vento balança,

e um caminhar de seda, suave e tranquilo.


Teus olhos são tâmaras negras sob o sol,

escondendo mistérios que só o amor desvenda.

És o efebo de luz, o meu próprio arrebol,

uma joia de vidro em uma antiga tenda.


Louvo a curva do teu ombro, fina como o cristal,

e a doçura da tua voz, que é mel e é orvalho.

Em teu corpo de pétala, encontro meu portal,

longe do mundo brusco e de todo o baralho.


És homem e és flor, harmonia sagrada,

um verso de haxixe que me faz delirar.

A minha alma, por ti, vive embriagada,

no templo do teu peito, meu único lugar.


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