Ela é pássara nua, tecendo o voo nas margens
da própria existência,
femininamente transmutada no rito
que a carne e a alma reclamam.
Não há disfarce que suporte o peso
dessa sagrada e brava urgência:
travesti, rans, ser o grito das que no
escuro se inflamam.
Diante do espelho do afeto, o reflexo
é o altar do amor eterno,
onde a nudez despoja o tempo de suas
velhas e frias sentenças.
O que vejo é a vida que renasce,
superando o exílio e o inverno,
fazendo da própria pele a mais pura
e absoluta das
crenças.
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