A Sereia de Pedra
O mar não é o fluir, mas o gesso que se talha
nos olhos da negra sereia verde, sem entranha.
É um olhar de aresta, de bicho que não chora,
onde a luz se corta e o brilho se demora.
Pálpebra de cal e escama de ferro em vigília,
que fixa o deserto e a onda, sua estéril família.
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