em memória de Carlos Drummond de Andrade
No cinza da tarde, uma fratura rutilante.
Pulsam de cima e de baixo mariposas vermelhas
como se o mundo, enfim, sangrasse beleza.
Gabriel, alheio, prefere a sombra e o muro,
onde as asas carmins não tocam a pedra
e a vida segue, opaca e previsível.
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