domingo, 22 de março de 2026

Dança do acaso modernista

em memória de Carlos Drummond de Andrade


No cinza da tarde, uma fratura rutilante.

Pulsam de cima e de baixo mariposas vermelhas

como se o mundo, enfim, sangrasse beleza.


Gabriel, alheio, prefere a sombra e o muro,

onde as asas carmins não tocam a pedra

e a vida segue, opaca e previsível.

Nenhum comentário:

Postar um comentário