dos escombros sobre a noite pulsa o amor em
silêncio
e ninguém sabe ao certo se é ruína ou nascimento
porque o que cai também aprende a ser chão
e o chão às vezes respira como se fosse eterno
há uma voz que
não se ouve mas insiste
como um relógio esquecido dentro do peito
marcando horas que não existem no tempo
apenas no gesto breve de continuar
dos escombros
sobre a noite pulsa o amor em silêncio
e esse silêncio não é ausência nem vazio
é antes um rumor de vida contida
um quase dizer que nunca se completa
assim seguimos entre restos e começos
carregando o invisível como destino
e mesmo quando tudo parece perdido
há algo que permanece e chama isso amor
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