terça-feira, 22 de setembro de 2026

Atmosfera Mística

 Verde de vinagre e angústia vermelha

sobre a ponte de prata da noite sem estrelas.

A água morde os pilares da sombra triste

enquanto o vento espalha cinza nos montes.


O tempo estanca a sua ferida de fogo.

Do antidestino nasce eu e o rio chorando pelo amor,

com harpas de junco na garganta

e uma rosa de gelo no peito cheio de horror.


Canta o grilo uma agulha de cobre.

A lua desata o seu cabelo verde de espanto.

Não há barcos na curva do coração,

apenas o eco lento e seco do nosso pranto.

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