Verde de vinagre e angústia vermelha
sobre a ponte de prata da noite sem estrelas.
A água morde os pilares da sombra triste
enquanto o vento espalha cinza nos montes.
O tempo estanca a sua ferida de fogo.
Do antidestino nasce eu e o rio chorando pelo amor,
com harpas de junco na garganta
e uma rosa de gelo no peito cheio de horror.
Canta o grilo uma agulha de cobre.
A lua desata o seu cabelo verde de espanto.
Não há barcos na curva do coração,
apenas o eco lento e seco do nosso pranto.
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