Na noite urbana de Campinas fria,
por onde a alma errante e urbana anda,
naquela rua em que a paixão se espande e manda,
encontrei Melissa, estrela e travessia.
Era alta e esguia, em noite que desponta,
corpo de brasa e de mistério puro;
levou-me ao beco, ao canto mais escuro,
onde o desejo e o gozo estão em conta.
Fez-me mamar seu corpo com vontade,
num transe louco, intenso e febril,
gozei nos braços dessa divindade...
E, logo após o êxtase sutil,
ela sumiu na névoa da cidade,
deixando o eco e o verso por um fio.
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