domingo, 20 de setembro de 2026

Canto de Sol, Sombra e Alma


Na claridade da alma, 

    imensa e pura,

Onde o dia desponta

                  em claro eco,

A coruja mórbida,

 no seu segredo seco,

Guarda o mistério da 

                      noite e da loucura.


Mas, eis que a luz do sol, forte e viva,

 em vaga escura,

Inunda o quarto, o peito, o leito erguido;

E o ser, que andava tonto

 e perdido,

Bebe   o fulgor de toda a viva altura!


Ó claridade    da alma, ó febre mansa,

Onde a coruja   canta e

 o dia dança

Na claridade   augusta 

do momento!


A luz         do sol    desfaz 

a sombra fria,

E o mundo    acorda em chama e alegria,

Num vasto    e livre e 

límpido                     lamento.

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