Na claridade da alma,
imensa e pura,
Onde o dia desponta
em claro eco,
A coruja mórbida,
no seu segredo seco,
Guarda o mistério da
noite e da loucura.
Mas, eis que a luz do sol, forte e viva,
em vaga escura,
Inunda o quarto, o peito, o leito erguido;
E o ser, que andava tonto
e perdido,
Bebe o fulgor de toda a viva altura!
Ó claridade da alma, ó febre mansa,
Onde a coruja canta e
o dia dança
Na claridade augusta
do momento!
A luz do sol desfaz
a sombra fria,
E o mundo acorda em chama e alegria,
Num vasto e livre e
límpido lamento.
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