domingo, 20 de setembro de 2026

A Graxa do Infinito


O pneu colossal do caminhão ruge pela terra,

cabelo preto, noite profunda e cordilheira.

Na graxa do solo arde o segredo do mundo:

A carne sagrada, a tarde, a tarde.

Até amanhã, disse a boca do abismo e da luz.

Mas o caminhão seguiu em frente, a estrada continua.

Nunca mais o verei, o tempo apaga tudo,

E o pneu eterno rola em paz.

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