O pneu colossal do caminhão ruge pela terra,
cabelo preto, noite profunda e cordilheira.
Na graxa do solo arde o segredo do mundo:
A carne sagrada, a tarde, a tarde.
Até amanhã, disse a boca do abismo e da luz.
Mas o caminhão seguiu em frente, a estrada continua.
Nunca mais o verei, o tempo apaga tudo,
E o pneu eterno rola em paz.
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