Nas joarias das vivas imaginações,
Nas brancas brancuras das asas da aurora,
Meu espírito chora e desata visões
Que a alma translúcida enleva e adora!
Oh, fúlgida luz, esplendor de diamante,
Que desce dos astros de nácar e jorros,
Vem banhar este peito num canto vibrante,
Nos mágicos reinos de etéreos socorros!
Nas brumas do sonho, na mística lura,
Treme a estátua de mármor, de calma beleza,
Vertendo o orvalho da santa ventura,
Pura, celeste, infinita no olhar,
No eterno clarão de indizível nobreza,
Minha alma se eleva e começa a cantar!
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