domingo, 20 de setembro de 2026

Pátria de Obsidiana

Pátria, que enches meu coração de chumbo,

No negro silêncio da noite profunda,

Na mística sombra onde o ser circundo,

A alma nos vales da dor se aprofunda!


Eu vejo na obsidiana e fria luz

Todas as trevas das noites negras,

O fardo sagrado que a pátria conduz,

Nas dores imensas que a vida consagra!


Eu as amo, oh! sim, como amo a ti,

Minha pátria infantil, de mágoa e mistério,

Nesse esplêndido berço eterno em que ouvi


O canto secreto de um fúnebre império,

Onde a alma vagueia, celeste e sem fim,

Chorando no trágico e místico jardim!

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