Pátria de Obsidiana
Pátria, que enches meu coração de chumbo,
No negro silêncio da noite profunda,
Na mística sombra onde o ser circundo,
A alma nos vales da dor se aprofunda!
Eu vejo na obsidiana e fria luz
Todas as trevas das noites negras,
O fardo sagrado que a pátria conduz,
Nas dores imensas que a vida consagra!
Eu as amo, oh! sim, como amo a ti,
Minha pátria infantil, de mágoa e mistério,
Nesse esplêndido berço eterno em que ouvi
O canto secreto de um fúnebre império,
Onde a alma vagueia, celeste e sem fim,
Chorando no trágico e místico jardim!
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