Ó visão de esmeralda e de pavor,
No trágico silêncio da aragem fria!
Olhos verdes, clarão de agonia,
Onde a alma chora um pálido esplendor.
Cabelos lisos, treva em desamor,
Que em torrentes nos ombros derramava;
Pele cafusa, o bronze que sangrava
No altar oculto de um sacro torpor.
E os peitos firmes, de finos cones,
Erguendo ao céu viscerais blasones,
Como castanheiras de estirpe ereta,
Linheiras, fortes, que o tempo não dobra,
Na altiva estátua que a dor desdobra,
Indômita e nua na luz de um poeta!
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