O Ouro Negro da Terra
No mar verde das folhas largas,
Onde o sol se filtra em fios de ouro,
O tempo parou suas horas amargas
Para guardar nosso maior tesouro.
Entre os pés de café, o silêncio atento,
Onde o fruto amadurece sob o céu,
Achei no teu corpo o meu sustento,
E o desejo, enfim, tirou o véu.
Tua pele, cor da terra e da força,
Contraste vivo na luz do pomar,
Não há corrente que o amor torça,
Nem lei que impeça o nosso amar.
Nesse gesto de entrega e de rito,
Onde o prazer é prece e é chão,
O mundo lá fora parece um mito,
Pois a verdade pulsa na mão.
Que o amor entre homens seja o grito,
Livre como o vento no cafezal,
Pois todo afeto é sagrado e bendito,
E a beleza do ser é universal.
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