A Vigília das Sombras
Entre o ranger da carruagem e o silêncio do asfalto,
Onde o café se esfria sob o olhar da lâmpada a gás,
Nós medimos a existência em colheres de chá,
Esperando o veredito das estrelas pálidas.
Não procure a resposta no meio-dia escaldante,
Pois a luz é um espelho que apenas reflete a casca.
O segredo habita onde o osso encontra o vazio,
No intervalo entre o desejo e o espasmo.
Pois, no fim, o que é um poeta se não a NOITE!
Um frasco quebrado que ainda retém o perfume do caos,
A voz que sussurra quando o mundo se cala,
E a sombra que se estende para medir a eternidade.
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