quinta-feira, 26 de março de 2026

A Vigília das Sombras

 A Vigília das Sombras

Entre o ranger da carruagem e o silêncio do asfalto,

Onde o café se esfria sob o olhar da lâmpada a gás,

Nós medimos a existência em colheres de chá,

Esperando o veredito das estrelas pálidas.


Não procure a resposta no meio-dia escaldante,

Pois a luz é um espelho que apenas reflete a casca.

O segredo habita onde o osso encontra o vazio,

No intervalo entre o desejo e o espasmo.


Pois, no fim, o que é um poeta se não a NOITE!

Um frasco quebrado que ainda retém o perfume do caos,

A voz que sussurra quando o mundo se cala,

E a sombra que se estende para medir a eternidade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário