quinta-feira, 26 de março de 2026

O Encontro Elementar

 O Encontro Elementar

No reino cego onde a luz se perde,

Ergue-se o muro de polvos, denso e vago,


Braços de sombra em busca de um rastro,

No fundo de um mar que nada apaga.


Mas contra o silêncio das algas e do medo,

Rompem-se as águas num fulgor de chão:

Habitamos o centro desse incêndio,

Sendo nossos beijos de trovão.


Tudo o que é estéril se desfaz em espuma,

E a noite, subitamente, é um porto de clareza.


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