O Encontro Elementar
No reino cego onde a luz se perde,
Ergue-se o muro de polvos, denso e vago,
Braços de sombra em busca de um rastro,
No fundo de um mar que nada apaga.
Mas contra o silêncio das algas e do medo,
Rompem-se as águas num fulgor de chão:
Habitamos o centro desse incêndio,
Sendo nossos beijos de trovão.
Tudo o que é estéril se desfaz em espuma,
E a noite, subitamente, é um porto de clareza.
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