A ÁRVORE VERDE
A luz se cala
na raiz da pálpebra.
Um nó de vento,
uma promessa de musgo:
a árvore verde
no campo da minha visão
brota
onde o nome foi esquecido.
plumas
O céu é um pássaro
que perdeu o seu peso
em nós.
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O Eclipse das Pálpebras
O relógio de areia dissolve-se em leite de magnésia
Enquanto a tua voz, de onde brotam
trevos de quatro folhas metálicas,
Anuncia a metamorfose do silêncio.
Sob a cúpula de um desejo que não conhece bússola,
Surgem os beijos das noites
asas de morcegos em pássaros líricos,
Costurando o veludo do abismo ao cristal
fazer meio-dia.
Não há mais céu, apenas o magnetismo do teu hálito
Onde a lógica dorme o sono das pedras preciosas.
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