O cabelo rosa molhado grudava no pescoço dela enquanto Nicole tossia, cuspindo água da piscina. Tinha escorregado no degrau—desajeitada como sempre—e eu, sem pensar, pulei para segurá-la antes que batesse a cabeça.
Minha mão larga envolveu sua cintura fina. Ela tremia.
—Obrigada, seu Nick… — Nicole sorriu, ofegante, os mamilos durinhos do tamanho de limões quase furando o biquíni.
—Cuidado, princesa. — Meu dedão esfregou, sem querer (querendo), a marca de água que escorria entre seus peitos.
Maria gritou da outra ponta da piscina: —Pai, para de gracinha!
Cíntia, deitada na espreguiçadeira, só levantou os óculos escuros e mordeu o lábio.
À noite, Nicole vestia uma camiseta velha minha—aquelas que Cíntia guardava pra limpar móveis. Descia até metade das coxas. Quando se abaixou pra pegar a escova que caiu, eu vi tudo: a calcinha rendada, o volumezinho macio que não parecia masculino, não mesmo.
—Você tá me olhando, seu Nick? — Ela fingiu timidez, mordendo o piercing do septo.
Minha esposa apareceu atrás de mim, mãos quentes nas minhas costas, voz no meu ouvido:
—Vai lá.
Era um presente.
Um presente de aniversário especial.
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