quarta-feira, 4 de março de 2026

A precisão do ideograma

 Ontem, a luz caiu em lascas de mármore,

A precisão do ideograma no côncavo do ser.

Ela — a forma que o olho captura e retém,

Onde a vontade se dissolve em substância bruta.

Do cântaro quebrado, o leite transborda,

Não apenas brancura, mas a densidade do rito.

Um caldo de sombras e sêmen, o fluxo constante,

No vórtice de Vênus onde o tempo se anula.

Buceti — o selo, a porta, o centro magnético,

Onde o grego e o latim calam diante do pulso.

A carne é o texto que nenhum escriba traduz,

Apenas o ritmo, a pausa, o êxtase da queda.



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