Ontem, a luz caiu em lascas de mármore,
A precisão do ideograma no côncavo do ser.
Ela — a forma que o olho captura e retém,
Onde a vontade se dissolve em substância bruta.
Do cântaro quebrado, o leite transborda,
Não apenas brancura, mas a densidade do rito.
Um caldo de sombras e sêmen, o fluxo constante,
No vórtice de Vênus onde o tempo se anula.
Buceti — o selo, a porta, o centro magnético,
Onde o grego e o latim calam diante do pulso.
A carne é o texto que nenhum escriba traduz,
Apenas o ritmo, a pausa, o êxtase da queda.
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