O sol morria no baldio. Sob a mangueira, Iasmin: saltos enterrados na lama, o bafo do cigarro, unhas de lixa.
— Vem cá, gatinho.
Júlio, dezessete anos de tremor, avançou. Ela pescou-o pelo cinto. Joelhos na terra úmida. O vestido justo subiu — renda, nádegas duras, a calcinha rosa de lado. O pau latejante, o brilho do pré-gozo.
— Tá com medo?
Ele hesitou. Depois, a língua. O gosto salgado, a cabeça quente na boca. Júlio sugava, as mãos apertando a carne dela. Iasmin arqueava, dedos cravados nos cachos do menino.
— Isso... devagar.
O quadril dela empurrava, a árvore testemunha. O gemido veio baixo, depois o grito. Jorro quente na garganta. Batom vinho manchando o tronco da mangueira.
Iasmin recompôs o pano. Outro cigarro, o fósforo riscado com mãos trêmulas.
— Amanhã tem mais.
Dobrou a esquina. Júlio ficou. De joelhos, o gosto dela ainda amargando na língua.
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