quarta-feira, 4 de março de 2026

Na noite que chove

 Na noite que chove, silêncio se desfaz,

corpos entrelaçados, desejo voraz.

Gotas deslizam, pele em fervor,

segredos sussurrados, puro ardor.


No escuro, a alma se desnuda,

lágrimas e suspiros, paixão crua.

Chove lá fora, dentro, tempestade,

um encontro de dor e suavidade.


Noite líquida, amor que incendeia,

em cada toque, a vida clareia.

No ritmo da chuva, corpos em festa,

no lirismo do desejo, a alma se resta.

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