Na noite que chove, silêncio se desfaz,
corpos entrelaçados, desejo voraz.
Gotas deslizam, pele em fervor,
segredos sussurrados, puro ardor.
No escuro, a alma se desnuda,
lágrimas e suspiros, paixão crua.
Chove lá fora, dentro, tempestade,
um encontro de dor e suavidade.
Noite líquida, amor que incendeia,
em cada toque, a vida clareia.
No ritmo da chuva, corpos em festa,
no lirismo do desejo, a alma se resta.
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