O ar úmido de Havana grudava na pele como um segundo corpo. Eu, um menino brasileiro de quatorze anos, perdido entre ruas estreitas e muros descascados, não deveria estar ali. Mas o cheiro do mar e o riso rouco das mulheres na esquina me puxaram como um ímã.
Foi quando ela apareceu—altiva, quadris balançando, a saia colada às coxas. A pele dela reluzia sob a luz amarelada do poste, mais escura que a noite, mais quente que o asfalto.
—Você gosta de chupar pau, gatinho? — a voz dela era mel e fumaça.
Eu engoli seco, mas não hesitei.
—Gosto.
Ela riu, os dentes brancos cortando o escuro, e deslizou a mão pelo short justo.
—Meu gozo é bem grosso.
—Deixa eu ver... — sussurrei, e ela abriu o zíper devagar, como quem desembrulha um presente. — Nossa, que cabeção.
Os lábios dela se arregaçaram num sorriso safado.
—Ela só gosta de entrar em boquinha que nem a sua. Quer essa cobrona na sua boca?
Eu já estava de joelhos antes que ela terminasse a frase.
—Agora! — ordenou, e eu obedeci, engolindo o salgado, o grosso, o farto, enquanto Havana respirava em nossos gemidos.
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