Desejo de travesti. Mulheres maravilhosas, tudo no lugar, carne rica. No caminho, a morena grandota de short curto. Parecia mulher, dessas de verdade. Tomei coragem:
— Sobe?
No quarto do motel, o desmonte. Ela tirou a roupa e eu estremeci. Flácida, já era um espanto. Um colosso.
— Sim, bebê. Vai mamar muito.
Fiquei gelado. Olhei o instrumento, olhei o destino:
— Alguém aguenta isso no buraquinho?
— Tem quem aguente. E você vai comer dobrado.
O banho dela. O retorno. O pau já endurecido, uma viga, batendo no meu rosto. Tentei recuar, o medo no gogó. Ela, implacável:
— Deixa de frescura. Mama logo que eu sei que você quer.
Enfiou na boca. Começou a foder. Aquilo crescia, bicho selvagem, proporções de animal.
— De quatro. Vou te deixar louco.
Língua no ralo, língua no mel. Desfaleci. Eu era um boneco nas mãos dela.
— Não cabe — eu disse, a voz sumindo.
— Teu rabo é estreito, bebê. Só vou brincar na porta.
Passou a cabeça. Aperto, gemido, o estouro. Entrou. Dor de faca, mas ela nem viu. Deitou nas minhas costas, o hálito no ouvido:
— Rabinho rico. Vou te comer todo.
E empurrou o resto. Mistura de suplício e gozo. Ela de olhos virados, o bombear lento. Tirava tudo, botava tudo. Eu chorava de dor, ela de prazer:
— Toma pica, toma sabroso.
Me comeu em todas as posses. De quatro, de lado, de alma aberta. Bombeou até eu jorrar sem um toque na polpa. Nunca fui tão bem comido.
Agora, o silêncio do quarto. O vazio. Fica a saudade e o medo. Não volto. Não tenho peito para enfrentar aquela pica de novo: grande, cabeçuda, grossa.
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