Nas sombras onde a carne se lamenta,
E o tempo tece o manto da ilusão,
A alma busca a luz que a sustenta,
Longe do pó e da vil servidão.
O Homem e a Vida se entrelaçam,
Como a videira ao tronco de um altar;
Enquanto as eras no silêncio passam,
O destino nos força a caminhar.
Não basta o pão, nem o prazer que finda,
Neste teatro de sombras e de rito;
Pois há uma voz que nos chama ainda,
O homem deve elevar-se ao Espírito.
Que a forma seja pura e o gesto nobre,
Acima do cansaço e do conflito;
Para que a luz, enfim, o mundo sobre,
E encontre o Belo no que foi escrito.
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