a lua de prata no rio geme
e o grito que a noite encerra
nunca amei, apenas esse anjo negro de petróleo
que cavalgava sobre a minha terra
as ciganas de bronze choram
com agulhas no coração de ferro
por esse anjo de sombra e fumo
que roubou a minha canção sem cor
amarelo que te quero cinza
nos olivais da manhã
onde o anjo de asas escuras
bebia a seiva da bela romã
deixem me dormir com a morte
numa cama de jasmim de enfeite
que o anjo negro de petróleo
já não cuida mais de mim com seus olhos verdes.
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