dor de metal e de frio no peito
nesta américa de arranha-céus
terra de ilusão para os gringos mijarem
sobre os olhos vagos de deus
um anjo de cimento e borracha
canta o blues da carne de vaca
enquanto o dólar devora a lua
com dentes de uma navalha faca
crianças negras com lábios de cal
procuram o ritmo do rio
numa selva de néon e de espelhos
onde o grito se torna vazio
misericórdia para o mundo de asfalto
onde o sangue não tem mais cor
é a febre dos guetos de ouro
que cospem a morte do amor
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