o rio leva as vozes mortas ao
manancial do amor esquecido
onde as luas são carrascos
de um tempo já perdido
cavalos negros na areia
procuram a fonte fria
onde o teu nome se apaga
na gartenia da agonia
as ciganas de olhos fundos
choram lodo e jasmim
bebendo a água amarga
que sobrou para mim
não me toques com as mãos
que a correnteza é forte
nesse poço de silêncio
onde se esconde a morte...
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