sexta-feira, 20 de março de 2026

Manancial do amor que não é

  o rio leva as vozes mortas ao

manancial do amor esquecido

onde as luas são carrascos

de um tempo já perdido


cavalos negros na areia

procuram a fonte fria

onde o teu nome se apaga

na gartenia da agonia


as ciganas de olhos fundos

choram lodo e jasmim

bebendo a água amarga

que sobrou para mim


não me toques com as mãos

que a correnteza é forte

nesse poço de silêncio

onde se esconde a morte...

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