quinta-feira, 19 de março de 2026

A Roda do Samsara - Das Rad des Samsara

 A Roda do Samsara

Onde o desejo tece a rede escura,

E a alma se perde no vão labirinto,

O ouro do espírito perde a compostura

Diante do medo que dorme no instinto.


Raça doente dos dias antigos,

Que busca no barro a luz da alvorada;

Herdeira de fomes e velhos castigos,

Vagueia no mundo sem ter morada.


A dor é o mestre que o tempo conduz,

Na roda que gira sem pausa ou perdão;

Até que o renascer se apague na luz

E o nada floresça no próprio coração.


Que o fogo do eu se torne cinza fria,

E o peso do nome se perca no vento;

Pois só na renúncia se encontra a guia

Para o fim do eterno sofrimento.



Das Rad des Samsara

Wo das Verlangen das dunkle Netz webt,

Und die Seele sich im leeren Labyrinth verirrt,

Das Gold des Geistes seine Fassung verliert

Vor der Angst, die im Instinkt schlummert.


Krankes Geschlecht der Urzeit,

Das im Schlamm nach dem Licht der Morgendämmerung sucht;

Erbe von Hungersnöten und alten Strafen,

Wandert heimatlos durch die Welt.


Der Schmerz ist der Meister, den die Zeit lenkt,

Auf dem Rad, das sich ohne Halt und Vergebung dreht;

Bis die Wiedergeburt im Licht verblasst

Und das Nichts im Herzen erblüht.


Möge das Feuer des Selbst zu kalter Asche werden,

Und die Last des Namens im Wind verwehen;

Denn nur in der Entsagung findet sich der Weg

Zum Ende des ewigen Leidens.

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